"A ESCOLHA DOS PROMOVIDOS A CORONÉIS NA POLÍCIA MILITAR É FEITA POR UMA COMISSÃO COMPOSTA POR CINCO INTEGRANTES. ENTRE OS MEMBROS EFETIVOS ESTÃO O COMANDANTE GERAL CEL PITTA E O CHEFE DO ESTADO MAIOR CEL DAVID.
O DEPUTADO FLÁVIO BOLSONARO (COMISSÃO DE SEGURANÇA DA ALERJ)
" ESSES CASOS MOSTRAM QUE EXISTEM DUAS POLÍCIAS. UM PRAÇA ESTARIA EXCLUÍDO SE TIVESSE ALGUMA SUSPEITA COMO ESSA NO CURRÍCULUM. JÁ UM OFICIAL GANHA PROMOÇÃO"
[Fonte: Blog Coturno Carioca ]
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Não precisa ser um gênio para saber que a Polícia Militar é dividida em duas, isso já falamos aqui desde janeiro. O que está acontecendo é a divulgação das coisas que só a cúpula da PMERJ tinha acesso. Adoro essa inclusão digital! O Blog Militar Legal fez uma pergunta pertinente. Por que o Ten Cel Germano não está na relação de promoções? Ele, eu tenho certeza que é honenesto, louco e militar ao extremo, mas honesto.

22 comentários:
Todos nós sabemos que dentro da Corporação coexistem duas polícias:
A dos praças - onde nada podem
A dos oficiais - onde tudo podem
Praça é capacho de oficial!
Praça é tratado com um ser inferior. Somos massa de manobra!
Estamos em 2008!
Relatório denuncia situação da PMERJ
Um relatório divulgado EM AGOSTO DE 2003 por integrantes da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro denuncia situações autoritárias dentro dos quartéis e diversos problemas que a instituição apresenta. A principal crítica é contra a maior parte dos oficiais, que estariam abusando dos PMs (praças) devido à posição hierárquica e humilhando seus subordinados.
Lúcido, o documento é extremamente esclarecedor e traz propostas concretas para que o quadro da Polícia Militar seja substancialmente modificado. Por razões de segurança, o relatório não foi assinado. No entanto, apresenta argumentos sólidos que, independentemente de sua origem, dão consistência às teses levantadas. A revista Consciência.Net tem fontes seguras de que o documento foi elaborado por um policial militar, o que é perceptível no texto, sendo recebido durante um seminário ocorrido em agosto de 2003 no Estado do Rio de Janeiro.
O relatório não pretende defender os PMs em relação aos abusos verificados nos jornais cariocas, como poderia se pensar em um primeiro momento. É exatamente partindo da violência policial observada hoje que tenta chegar à raiz da questão: a formação dos “praças”. Denuncia, por exemplo, que em vez de seis meses ou mais de formação, muitos recebem
apenas um mês, o que prejudica claramente a atuação nas ruas.
E vai mais longe: propõe a desmilitarização da Polícia Militar, argumentando que “[para] um profissional que lida com pessoas, que tem que argumentar, decidir, ter iniciativa, cujo trabalho exige dinamismo e interação permanentes com a comunidade, decididamente o militarismo é incompatível com a profissão policial”. Há propostas ainda sobre regulamento, escala de serviço, formação, salário e unificação.
Mais do que uma denúncia, o texto é um apelo à sociedade e aos dirigentes públicos e privados, e termina da seguinte forma: “Esse texto tem como objetivo maior propor a humanização da PMERJ, com medidas que precisam tão somente de vontade política, para que os policiais militares se sintam efetivamente partes de uma instituição e da própria sociedade, e se vejam equipados com o mínimo que uma pessoa deve ter para ser profissional: auto-estima e boa vontade”.
Se nossas autoridades quiserem de fato acabar com o problema do abuso dos PMs no Rio de Janeiro, é na raiz, na formação do policial, que se deve atuar, e não (apenas) fazendo CPIs, que são importantes, porém não alteram a origem de tais injustiças.
A revista Consciência.Net estará encaminhando o relatório a deputados e órgãos competentes, e pede que o leitor faça o mesmo.
RELATÓRIO DENUNCIA SITUAÇÃO DA PMERJ
10 de setembro, 2003- Redação Consciência.Net - www.consciencia.net
Questão de segurança pública!
A PMERJ não trata o seu policial como profissional, tampouco como cidadão. Nunca vai dar certo!
Encetar uma linha de raciocínio procurando demonstrar os equívocos de determinada profissão é uma tarefa insólita. Todavia, quando essa tarefa é submetida a apreciação de outras pessoas, antes de termos um texto definitivo, temos outra situação que ganha legitimidade, quer seja por aproximar mais da realidade, quer seja por ser mais amplo, por abrigar outras perspectivas.
O objetivo deste texto é mostrar as profundas incongruências da atividade de policiamento ostensivo, cujos atores são policiais militares que, na sua rotina de trabalho, vivem um drama pouco conhecido da população e das autoridades em geral, e que via de regra se traduz em uma prestação de serviço de qualidade sofrível. Nesse sistema certamente o menos culpado é o PM, que efetivamente está nas ruas, seu local de trabalho, a serviço da comunidade.
Tivemos recentemente, em termos históricos, um marco no fim da ditadura, o advento da Carta Magna. Apesar da nova Constituição e emendas constitucionais que se seguiram, pouco avanço se obteve em termos de segurança pública, precisamente na área de policiamento ostensivo, cuja responsabilidade permaneceu nas mãos de uma polícia militarizada, polícia esta que em quase 200 anos permanece praticamente inalterada em termos estruturais e funcionais, que não consegue dar uma resposta satisfatória aos níveis intoleráveis de violência.
Não estamos iludidos em achar que segurança pública é uma questão a ser resolvida simplesmente no campo policial. Temos ciência de que é um problema extremamente complexo que envolve questões de distribuição de renda, exclusão social, desemprego, saúde, educação, enfim, um tema inesgotável, com inúmeras possibilidades de abordagem, cujo objetivo foge o nosso propósito, e sim dizer que apesar de o tema ‘segurança pública’ ser muito complexo e a parte que cabe à polícia ser muito importante, podemos categoricamente afirmar que, apesar de temos uma sociedade injusta, que exclui as pessoas, uma sociedade consumista, onde o ‘ter’ se sobrepôs ao ‘ser’, etc, etc... Ainda assim afirmamos que a polícia atingiu e vai atingir níveis ainda mais intoleráveis de inoperância e um verdadeiro desserviço à população. E por que somos tão enfáticos em tal assertiva? Bem, sigamos em frente.
Ao observarmos a atuação de outros profissionais, como médico, engenheiro, pedreiro... cuja lista pode chegar a algumas centenas de profissões, verificamos que quando o mínimo acordado pelas partes, tácita ou explicitamente, é cumprido, o objetivo comum é alcançado. Seja em termos de um paciente ver sanada uma enfermidade, de uma nova máquina ser desenvolvida, de um tijolo ser assentado etc. Em termos gerais temos as ações e pensamentos de ambos seguindo na mesma direção e sentido, com dificuldades, erros e falhas sendo superados, culminando com o objetivo comum sendo alcançado, sem maiores problemas.
POLICIAL MILITAR.
Falemos do policial militar, tentando mostrar porque iniciamos dizendo que o PM (praça) vive um drama, além daqueles que qualquer trabalho está sujeito. Primeiro tente imaginar uma polícia em que dentro dela coexistem duas: A DOS OFICIAIS e a DOS PRAÇAS, em franca rivalidade. A dos oficiais, cuja formação leva três anos, nos quais é sistematicamente inculcado no jovem que ele É SUPERIOR, que sabe mais, que a polícia lhe pertence e que o seu objetivo único é chegar ao posto de CORONEL PM.
A outra polícia é a dos praças, cuja formação de um período não superior a seis meses, havendo casos de turmas que se formaram em um mês. Esse praça é tratado como inferior não só hierarquicamente, mas o que é pior, como pessoa, cujo único objetivo é tentar sair da polícia, seja através de outro curso ou emprego – o que é raro, pois a polícia é a última opção – ou ficando à disposição de alguma instituição ou autoridade. Quando não tem jeito, faz a polícia de “bico”, ou seja, não valoriza seu trabalho.
Imaginemos o PM (praça) no seu trabalho, tratado como elemento INFERIOR, sob o jugo de um regulamento que prevê até prisão e é usado com freqüência em desfavor dos praças, em faltas cuja relação com atividade policial é pequena. Por exemplo: atraso, corte de cabelo, coturno sem engraxar, entregar retrato fora do prazo etc. Nessa ordem das coisas, imaginem o PM (praça) sendo supervisionado por um oficial, com prioridade de procurar erros, ficando em segundo plano o papel de orientar e apoiar.
COMAPRECER NAS DELEGACIAS quando solicitado pelo PM (praça) é uma situação praticamente impossível de acontecer, porque o OFICIAL NÃO PODE SER ARROGANTE E PREPOTENTE COMO NOS QUARTÉIS. Uma situação singular acontece nos quartéis, vindo a agravar esse quadro, porque O QUARTEL É UM VERDADEIRO FEUDO E O COMANDANTE É O SENHOR FEUDAL, onde tudo lhe é permitido, tudo lhe é favorável.
Imagine os oficiais, tendo em conta a SUBMISÃO DOS PRAÇAS com um regulamento que lhes permite tirar a liberdade, de persegui-lo, de transferi-lo. É possível fazer uma idéia de tal ambiente, de tais condições de trabalho? Certamente o trabalhador comum também tem suas agruras. A grande diferença é que o PM (praça) lida com pessoas, e não raramente se vê envolvido em ocorrências desastrosas em que vidas humanas e prejuízos materiais consideráveis são perdidos, em virtude de ações policiais totalmente apartadas da técnica e do bom senso. Veja bem, em nenhum momento foi dito que o maior problema é a questão salarial, de armamento ou equipamento, e sim que também consiste em problemas significativos o regulamento, a escala de serviço, a formação, o tratamento.
SOBRE O TRATAMENTO dispensado aos praças, quem já não passou por uma operação da PM, a popular blitz, onde pessoas avisam “piscando os faróis” ou fazendo gestos em alusão a uma situação que envolve dinheiro? E quem já não ouviu ou viu pela televisão manifestações contra a ocupação da PM? Ou uma operação em que reclamam de maus tratos ou violência? Isto ocorre porque o PM não tem compromisso com o seu trabalho, ou seja, é a história da ação e do pensamento: a comunidade não quer o trabalho da PM e o PM (praça) não quer trabalhar. Ou seja, é impossível dar certo!
E como vamos exigir compromisso de um trabalhador cuja função é cumprir a Lei se ele não conhece a Lei? Se não é respeitado; se sua escala de serviço é desumana (quando não ilegal); se é escalado em sua folga sem direito a hora extra; se sabe que os oficiais o desprezam; se por qualquer motivo é preso e, por outro lado, os oficiais por faltas muito mais graves não são punidos; se os próprios comandantes não têm compromisso com a comunidade, é razoável exigir do praça compromisso com o seu trabalho?
Diante disto vamos propor algumas medidas que podem ser tomadas a curto prazo e melhorar a auto estima do policial e conseqüentemente maximizar as possibilidades de melhoria do serviço prestado.
Como vamos exigir compromisso de um trabalhador cuja função é cumprir a Lei se ele não conhece a Lei?
REGULAMENTO em regime de exceção ou mesmo em democracias, quando optaram pela aplicação de rigorosos mecanismos de controle social, em alguns casos com a previsão até de pena capital, a História mostrou e a Sociologia comprovou que a manutenção desse mecanismo não se correlaciona de modo algum com a diminuição de delitos de qualquer natureza. De igual forma, a supressão de tais mecanismos por outros de caráter humanitário e socializador efetivamente não provoca o caos ou a perda de controle.
Esta é a situação do regulamente disciplinar da PM. Não coíbe os excessos cometidos praticados pelo PM (praça) quando em ação, pois é aplicado, na maioria das vezes, em desfavor dos praças, de maneira parcial e em infrações disciplinares sem conexão com a atividade policial, servindo tão somente para a manutenção dos PRIVILÉGIOS DOS OFICIAIS. Cria um jogo de ARROGÂNCIA E PREPOTÊNCIA por parte dos oficiais, e inferioridade e injustiça por parte dos praças.
Propomos o retorno do Decreto-Legislativo no 31.739 de 28 de agosto de 2002, que avançou muito na questão disciplinar e proporcionou condições satisfatórias para um ambiente, profissional e funcional, harmônico e salutar.
ESCALA DE SERVIÇO que mais se praticou na PMERJ foi a de 24x48, ou seja, trabalha um dia e folga dois. Esta escala por si só é ilegal, pois ultrapassa a carga horária semanal de 44 horas (estando embutido: horário noturno, sábados, domingos, feriados e serviço extra não-remunerado). Agora, sob a alegação de tornar a polícia mais eficaz e proteger a saúde do policial, foi implementada a escala 12x24 e 12x48 (trabalho x descanso). Exemplo: o policial assuma o serviço às 6hs e vai até às 18hs, descansa um período de 24 horas, entrando de serviço novamente às 18hs do dia seguinte. Segue até às 6hs da manhã. Folga 48 horas, ou seja, assume o serviço dois dias depois novamente às 6hs.
Esta escala oferece alguns complicadores. Primeiro: o PM circula mais vezes à noite, seja quando sai ou quando entra de serviço às 18hs. Segundo: quando estiver para assumir uma ocorrência, próximo ao término do turno, digamos às 17h30, perderá tempo considerável na delegacia; depois irá ao quartel para entregar armamento e viatura – considerando que geralmente mora longe do quartel e não raro em área de risco. O que vai acontecer é que o PM vai “fugir” da ocorrência ou tratá-la de maneira descuidada, ainda mais que no dia seguinte estará de serviço às 18 horas. Terceiro: se o PM estuda, vai perder muito mais aulas.
Propomos a escala 24x72 (trabalha um dia e descansa três). Isto reduz consideravelmente os problemas apontados acima. Primeiro: sempre vai entrar e sair de serviço durante o dia, além de assumir ocorrência que ultrapasse o seu horário. Sabe que o ciclo de trabalho estará completo e sairá direto para o seu descanso. Se morar longe do local de trabalho, a folga compensa o tempo de locomoção para o trabalho. Se o PM estuda não precisa de concessões dos ‘senhores feudais’ (coronéis da PM), que não gostam que os PM’s estudem. O mais impressionante é que essa escala (24x72) utiliza o mesmo número de PM’s que a escala 12x24-12x48, ficando próximo das 44 horas semanais e proporciona tempo de descanso para serviço tão estressante.
Formação
Estabelecer um currículo e carga horária mínima para a formação do soldado, e que contemple uma formação realmente voltada para a prática de uma polícia cidadão, estabelecendo convênios com universidades públicas e privadas, estreitando relações com o judiciário, com a OAB, tudo isso voltado para maximizar a possibilidade de uma melhor formação do policial, o que hoje decididamente não acontece.
Salário
Quem ganha cinco mil reais está longe de ser rico, porém proporciona um padrão de vida à sua família que facilita a obtenção de uma qualidade de vida melhor. Não obstante há profissionais que ganham salários bem maiores e são corruptos. Não queremos dizer que o PM (praça) deve ganhar X ou Y. Porém, ganhar R$ 650 (salário de um soldado recém formado em julho de 2003) está fora de questão. É desnecessário qualquer comentário.
Desmilitarização
Com certeza faz sentido o militarismo para as Forças Armadas, pois em caso de beligerância, deslocar grandes contingentes no palco dos acontecimentos é uma questão estratégica; agora, um profissional que lida com pessoas, que tem que argumentar, decidir, ter iniciativa, cujo trabalho exige dinamismo e interação permanentes com a comunidade, decididamente o militarismo é incompatível com a profissão policial. A par da questão regulamentar inerente ao militarismo, a própria estrutura hierárquica é incompatível com a dinâmica que a profissão exige. (CEL, TEN CEL, MAJ, CAP, 1O TEN, 2O TEN, SUB TEN, 1O SGT, 2O SGT, 3O SGT, CB, SD)
Unificação
Ciclo completo da atividade policial, não sofrendo solução de continuidade, única direção, unidades menores (diverso do que ocorre com os quartéis, em que é preciso uma estrutura muito grande, complexa, pesada e cara).
Se é para prejudicar, implementa de imediato; se é para beneficiar, precisa fazer estudos que nunca findam
Uma instituição que não respeita os princípios e garantias fundamentais da Carta Magna e que possui uma regra: se é para prejudicar, implementa de imediato; por outro lado, se é para beneficiar precisa fazer estudos que nunca findam. Exemplo: o que aconteceu com o regulamento disciplinar Decreto-legislativo número 31739 de 28 de agosto de 2002, que avançou muito na matéria e os “senhores feudais” fizeram a governadora incorrer em erro, fazendo retornar através do decreto 32667 de 22 de janeiro de 2003, o regulamento disciplinar da polícia militar de 1983 e que até hoje estão fazendo estudo para moderniza-lo, cujo o prazo era de 10 de junho de 2003.
Outro exemplo é a carga horária de 44 horas semanais, na época determinada pela resolução da Secretaria de Segurança Pública número 510 de 26 de fevereiro de 2002 – que estabelecia carga horária mínima de 30 horas e máxima de 44 horas semanais – esta igualmente não foi cumprida porque “os senhores feudais” tinham de fazer estudos para “avaliar o impacto sobre o efetivo” e, no entanto, agora aplicam de imediato a determinação da Secretaria de Segurança Pública através da resolução conjunta das secretarias de Segurança Pública e Administração Penitenciária no 34 de 23 de junho de 2003, que determina a implementação imediata da escala 12x24-12x48, causando mais uma grande insatisfação nos PMs e, talvez, o mais lamentável é que para se manifestar é preciso utilizar-se do anonimato, seja qual for a questão.
Não tenha dúvida: esta instituição está doente! Uma instituição em que, para manter o controle, é usado somente autoritarismo e regras disciplinadoras que impõe tão somente a homogeneização e a submissão é uma instituição doente, tendendo a explodir, que produz vítimas e vitimizadores em potencial, a pardo passado que tenham em sua história pessoal...
Sabemos que há oficiais competentes e inteligentes, oficiais estes que concedem um tratamento digno e humano, todavia não passa de uma “concessão”. O que precisamos é de regras justas e válidas para todos, e assim teremos condições para pensar em uma polícia cidadã. É impossível vislumbrar hoje senão uma polícia que piora a cada dia, com uma minoria se beneficiando, seja em termos de utilizar a administração em benefício próprio, seja esperando para se beneficiar com uma aposentadoria astronômica. A manutenção desse status quo só faz perpetuar a inoperância da polícia.
A quem interessa a inoperância da PMERJ, com policiais desmotivados, despreparados e com uma “guerra interna”? Faça uma introspecção da Corporação e verifique quem são os maiores donos da segurança privada.
Sociedade em geral, Dirigentes Públicos e Privados, cuidado com os “senhores feudais”, pois sendo extremamente submissos e “capachos”, eles conseguem a manutenção da ordem vigente na PMERJ, que só traz vantagens e benefícios a eles próprios. Todavia , justiça seja feita: nos quartéis, eles são verdadeiros leões, pelo menos com os praças.
Esse texto tem como objetivo maior propor a humanização da PMERJ, com medidas que precisam tão somente de vontade política, para que os policiais militares se sintam efetivamente partes de uma instituição e da própria sociedade, e se vejam equipados com o mínimo que uma pessoa deve ter para ser profissional: auto-estima e boa vontade.
Nota post-scriptum. Este texto é eufêmico. A realidade é muito mais brutal. Converse com um PM na rua, nós somos receptivos com quem se interessa pelos nossos problemas.
A Escola de Oficiais (APM) está aberta para todos os civis e praticamente fechada para as praças. Fazem de tudo para as praças da PMERJ não ingressarem na APM (antiga EsFO)! A corporação precisa acabar com esse preconceito ridículo... Tem muita injustiça no Militarismo! Praças e Oficiais possuem a mesma escolaridade ao ingressarem na PM, sendo que algumas praças já possuem o nível superior completo (3º Grau), ou seja, mais instrução do que a grande maioria dos oficiais.
A política salarial dos últimos anos no Estado do Rio conseguiu algo inimaginável numa corporação em que a hierarquia, característica de uma estrutura extremamente verticalizada, força praças e oficiais a ficarem em lados opostos, quase sempre. De olho nos contracheques, o discurso virou o mesmo, independentemente do posto ou da patente, mesma a insatisfação, mesma a reivindicação, qual seja a de melhores remunerações!
ÚNICA SOLUÇÃO:
G R E V E!!!
NÃO ADIANTA NOS AMEAÇAR.
PASSAMOS FOME E SOFREMOS AS MAIS DIVERDAS HUMILHAÇÕES, TANTO DO PUBLICO EXTERNO QUANTO INTERNO (OFICIAIS).
NÃO TEMOS MAIS O QUE PERDER.
PODEM NOS COLOCAR NUMA PRISÃO, NUMA MASMORRA, NUMA CAVERNA OU NUM BURRACO CHEIO DE MERDA.
SOMOS ACOSTUMADOS A SOFRER.
MAS NÃO CONSEGUIRÃO NOS CALAR.
ABAIXO O TRAIDOR PITA - BAJULADOR, ADULADOR, SACA-TRAPO, TRAIDOR, SEM VERDADES, SEM LEALDADE E SEM HONRA.
CABRAL, SEM PALAVRA!
Diga não as privatizações!
Quando rola uma privatização o governo recebe algum $$$ por fora.
Cabral está destruindo o Rio de Janeiro, chega de CAbral, basta de PMDB mamando na teta do dinheiro público!!!!!
Se for Cabral ... tô fora!
Isso não é verdade!!
A promoção de praças acontece de forma automática, como determina a lei.
O que impede o policial militar de ser promovido, tanto oficiais quanto praças, é estar respondendo CRD, CD ou CJ. Ou, em casos específicos, estarem respondendo processos.
Tanto isso não é verdade que saiu semana passada no Jornal O DIA, e hoje no Jornal O Globo, sobre dois policiais militares que respondendo processo de homicídio foram promovidos normalmente.
Além disso o comentário aqui postado sobre criarem dificuldades dos praças entrarem na APM (antiga EsFO), também é falsa. Sabem por que posso afirmar isso? Porque eu era soldado PM e entrei normalmente na EsFO.
Além disso, sou instrutor de lá há alguns anos e o que eu mais tenho visto são praças que estão cursando o Curso de Formação de Oficiais. Houve turma com quase 50% de cadetes oriundos da própria Corporação.
Ihhhh... Será que agora, que sairão oficiais, todos esses Policiais que eram praças se tornarão fdp?? Porque o que se prega aqui parece ser isso.
É realmente uma pena que as pessoas, como diria um conhecido, em vez de criarem pontes, estão cada vez mais querendo criar muros. Essa divisão nos levará em lugar nenhum.
Dia desses um conhecido da Civil disse que lá é ótimo. O "doutor" é tão legal que até pede para ele pegar a vtr e levá-lo para uma termas. E aí manda ele ficar lá embaixo bebendo uma cerveja esperando o cara "pegar a mulherzinha".
Mas poxa... O "doutor" pede isso, não manda... E ele como bom subordinado fala sim senhor e faz. Como se na prática tivesse escolha para dizer que não.
É... Parece que lá na PCERJ (que é civil) e aqui na PM não têm tantas diferenças assim.
Errados são os homens, não as Corporações ou o modo delas se organizarem. Um dia qdo vermos isso seremos mais fortes.
O que tinham que fazer e vetar a entrada de civis na APM, assim só poderia fazer o vestibular e cursar para oficial quem tivesse mais de três anos de soldado PM contando com seu tempo de CFAP. Mas isso nossos oficiais que querem tanto uma "união",(Que eu chamo de voltar a acatar tudo sem se manifestar) não querem, já que os filhos dos coronéis achariam humilhante servir primeiro como praças.
Antes de vir aqui defender sua classe lembresse que está em terreno neutro, aqui não existe DRD. Aproposito oficial, a estoria que contou do colega da civil pode não ser veridica, já que só temos a sua palavra.
O que o capitão está fazendo é a coisa mais normal do mundo, defender sua classe. Não podemos condenar um homem por isso, mesmo porque, ele teve a hombridade de colocar a cara e não se esconder como a maioria dos oficiais que postam aqui, nós temos motivos para usar o anonimato, eles não. Não podem ser expulsos por isso, por expressar seus pensamentos em um blog o máximo que pode acontecer é o oficial sofrer represalias e punições atrasando suas promoções como acontece com o major Wanderby. Se fosse um de nós estariamos expulsos da corporação! Isso também é mentira capitão?
Isso ai Capitao. Aqui temos um monte de praças recalcados. Se tem nivel superior, FODA-SE, porque so teve competencia pra passar pra prova de SD. Porque nao botam a cara na APM? Nao tem mais desculpa, nao tem mais limite de idade, pode entrar gente casada, com filho, FEM e tudo mais. E na prva da civil? NEM PENSAR. Nao passam nem pro concurso INTERNO de SGT. Querem ficar numa boa? Faltar, chegar atrasado, nao cumprir o servico e roubar e nao ser punido? Se candidata a Dep Estadual que melhora!! KKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
Vejam a educação de quem passou três anos na APM. Esse é o tipo de gente que nos comanda, por isso foi criado esse blog. Por que se a PMERJ fosse igual a PMSP onde todos se dão bem e se respeitam não seria necessário a criação de um lugar para críticas.
O 19ºBPM sempre teve fama de ter os piores e mais escrotos oficiais da PMERJ.
É A PURA VERDADE, A MAIORIA DOS PRAÇAS NÃO PASSA NEM EM EXAME DE FEZES.
TERCEIRO GRAU HOJEÉ LIXO, COMO À ALGUM TEMPO SE TORNOU O SEGUNDO GRAU,
TEM É QUE TER CAPACIDADE PARA PASSAR NOS CONCURSOS.
Concordo com o anônimo das 6:06.
A instituição de vocês está doente por causa do nível de pessoas que entra, tanto para a APM, quanto para o CFAP. Os concursos para entrar são fáceis comparando com a PCERJ ou qualquer outro para ingressar no funcionalismo. A PM de um modo geral é a maneira mais rápida e fácil, tanto para ser oficial quanto policial. Um PM de qualquer patente tem que estudar muito e até fazer cursinhos para passa para Sergento especialista da Aeronáutica por exemplo. Tenho certeza que um tenente hoje na ativa na PMERJ não passaria mesmo estando estudando na APM, que dirá um praça.
MINISTÉRIO PÚBLICO NESSES SAFADOS SUPERIORES !! DENÚNCIEM PESSOAL ENTREM NA JUSTIÇA COMUM CONTRA ESSES COVARDES ESTRELADOS QUEM SÃO SABEM E SE CUIDEM A TROPA ESTA ACORDANDO SEUS CALHORDAS !!!
Anônimo das 06h06min.
Pela forma que escreve fico imaginando o nível de pessoas que passam em tal concurso, e imagino o que sai de lá.
Praça e oficial é a mesma coisa, se o sujeito é praça, e escolhe permanecer como tal, que mal há?
Tenha discernimento em suas palvras, pois não é pelo fato de uma pessoa ser praça da PMERJ que ela é inferior a você ou a qualquer outro.
Hoje inúmeros são os oficiais que estão presos e muitos outros condenados por diversos crimes. Você sabe que três capitães foram, recentemente condenados a 54 anos de reclusão por roubo e formação de quadrilha? Você sabe que tem muitos oficias presos no BEP, inclusive por estupro de uma menininha de 14 anos, cujo qual, ao final do ato o citado oficial ainda a matou?
O fato da pessoa entrar na Polícia como praça não quer dizer que seja inferior a qualquer outra, pois é apenas uma questão de escolha.
Dr. Praça (bacharel em Direito e praça de polícia)
Ps. Se você acha que terceiro gráu é coisa fácil, apresente o seu.
Oficial 19 BPM (batalhão sem expressão, onde até o tenenete foi preso por associação ao tráfico)
Esse é o nível de pessoas que passam no concurso público da APM? Seu linguajar é de causar inveja a qualquer lorde.
você falou com muita propriedade a respeito de: faltas, chegar atrasado, roubar. falou com propriedade ou conhecimento de causa?
Falando desse jeito até parece que oficial não faz o mesmo. Peço desculpas aos bons oficiais, mas é por seres como esses que ataques a oficiais ocorrem de forma a generalizar toda uma categoria.
Oficial do 19 BPM, porque ao invéz de você ficar ai falando besteira não vai para uma unidade de "questão" e mostra que é o "bonzão", e vê s elarga o arrego dos APTrans e baseamentos vendidos... (quem é sabe).
Caro cb m. maximus. Acho que você não entendeu o que escrevi.
Não tô aqui defendendo a "minha classe". A minha classe é a de policiais militares. Estou escrevendo verdades!!!! Se me desse a honra de acompanhar meu blog - um dos primeiros de integrantes da PMERJ - ou as manifestações públicas de salários que fizemos saberia quem sou e pelo o que - e por quem - eu brigo
E não preciso ficar ofendendo ninguém aqui para falar essas verdades, como você está querendo insinuar que estaria mentindo quando falei do acontecido com o colega da Polícia Civil. Não tô aqui para atacá-los ou defendê-los (PCERJ), mas simplesmente para mostrar - ao contrário da ilusão que se cria - que em todo o lugar existem canalhas que fazem a mesma coisa que os canalhas aqui da PM fazem.
Mas para você, eu que era Soldado (pode conferir, meu RG é 62.277 CFSD II/97) quando passei para oficial virei safado, então, com esse pensamento muito lógico e sensato, você nunca vai acreditar realmente em mim.
Sobre o anônimo abaixo, sou obrigado a concordar com ele. É uma vergonha a velocidade e vontade que a PM expulsa praças mas não expulsa oficiais sabidamente bandidos. Muitos não tem condições de chamar a atenção de um cachorro no meio da rua. E são e continuarão sendo oficiais.
Quem sabe um dia isso não muda? Espero realmente que aconteça, pq bandido pra mim é tudo igual, use divisa de praça, estrela ou terno e todos têm que ir pra rua e serem presos do mesmo jeito. Algemados para a sociedade saber quem são.
Dr. Praça, concordo com você. Dou aula na APM e já dei aula (e fiz) o CFSD e como você disse o nível tem caído vertiginosamente nas últimas décadas. É só se comparar um oficial ou um praça da PM do Rio com um das forças armadas.
Não estou dizendo em ser combatente ou guerreiro. Isso o Rio é disparado melhor. Porém, um guerreiro muitas vezes nem pensar quer. Funciona como um mero empurrador de fuzil. E é isso que precisamos hoje pra PM, oficiais e praças ( na verdade números) para empurrar um fuzil na favela?
PS: Sei que aqui é um lugar neutro. Faço questão do meu blog também ser. Não vim aqui ofender ninguém e sinceramente se minha presença, visando discutir idéias e novos rumos para a PMERJ, não for bem vinda, me retiro sem problemas. Abraços e desculpem.
Ao anônimo do dia 17/08/0/ as 16:55,
por que a APM está fechada á Praças??? Se muitos não possuem capacidade de entrar para a APM ou não querem, não coloquem a culpa na instituição... Isso é pura balela... Na minha turma há vários ex-praças, e não vi em momento algum colocarem dificuldades para eles entrarem ou se formarem... Então se quer entrar para a APM, estude...
Capitão Luiz alexandre,
Pelo jeito que escreve vejo que é um oficial diferente dos que estamos acostumados a lidar, burros incompetentes e sem carater, mas com o rei na barriga e o nariz apontando para o alto. Desculpe-me o modo defencivo que abordei seu comentário, conhecendo melhor o senhor tenho certeza não vai se repitir, costumo respeitar a quem me respeita.
Valeu Maximus. Obrigado e saiba que temos o mesmo interesse. Uma polícia melhor.
Quem sabe um dia não conseguiremos isso???
A esperança é a última que morre, certo? Apesar da minha estar nos últimos suspiros... risos
Gostaria de permanecer na PMERJ. Não precisar ir para outra Corporação. Chegar novamente como um novato que não conhece nada em uma lugar estranho. Sei que a maioria também gostaria de ficar se tivéssemos melhores salários, condições favoráveis para a manutenção da segurança pública, caça aos corruptos, etc. Mas sabemos que atualmente os únicos caçados são os que NÃO andam de mãos dadas com o sistema, né?
Mas é isso. Abraços e saiba que estamos juntos para melhorar nossa casa.
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