segunda-feira, 10 de março de 2008

As leis da PM deveriam estar no museu


Desde a Constituinte, em 1988, discute-se internamente o que deve mudar na legislação da PMERJ, mormente no seu Estatuto (Lei 443/81).

Na verdade, a Carta Magna deixa-nos em dúvida porque há nela uma faceta jurídica de pouco alcance aos leigos: distinguir no texto constitucional o que é de “eficácia plena” ou de “eficácia contida”. No primeiro caso, subentende-se que o dispositivo é auto-suficiente; no segundo, dependeria de regulamentação posterior. A questão é complexa e demanda conhecimento profundo do Direito pátrio, o que não se encaixa no perfil cultural do PM, salvo exceções. Mas, com ou sem Constituinte, nunca uma lei (Estatuto) foi tão manipulada na história da PMERJ. O casuísmo tem sido a marca registrada de comandos e governos, e basta beneficiar um lado para emergir a contrapartida prejudicial ao seu oposto. A culpa, porém, é toda nossa, porquanto gerações e mais gerações de oficiais superiores gravitaram no poder da corporação desde 1988 (20 anos) e ninguém se propôs a escrever um novo Estatuto adequado ao “Estado Democrático de Direito”. Aliás, igual crítica cabe aos responsáveis pela legislação federal referente às Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares: eles vêm fazendo o mesmo com a legislação destinada aos militares estaduais: remendo de retalho novo em pano velho. Contudo, o desleixo federal não justifica o descaso estadual. Afinal, nós podemos e devemos rever a legislação da PMERJ e sepultar as dúvidas, assim como devemos reescrever nossa legislação em geral, especialmente as que cuidam, e muito mal, de nossas diversificadas carreiras, com a ressalva do absurdo que se vê na carreira médica, em que se comete a imprudência de comparar especialistas diferentes para lançar juízos de valor discutíveis e promover alguém em prejuízo de outrem. Ora, como pode haver comparação equânime entre um ginecologista e um ortopedista? São ambos médicos, sim, mas não podem ser avaliados em suas especialidades geralmente cumpridas com o rigor técnico requerido. Mas eles são comparados e a presunção é a de que o “mais querido” será sempre o escolhido, já que outro critério não nos cabe considerar. O mesmo ocorre com os demais quadros, que são mobilizados para promoção em máxima insanidade, formando-se castas e facções em detrimento do real valor de cada concorrente. Aliás, basta haver uma listagem qualquer de promoção para que a subjetividade tome corpo como um monstro a devorar a presa inerte e inerme. Esse monstro — em apertada alegoria e sem querer ofender ninguém — é o colegiado denominado “comissão de promoções”, tanto faz que de praças, de oficiais, de médicos etc. Pois todas as comissões cultuam — por culpa da legislação draconiana que as amparam — a injustiça: ao privilegiar “o melhor”, discrimina-se “o pior”. Com efeito, os critérios subjetivos das leis de promoção e disciplinar fazem da PMERJ uma ópera bufa, transformam-na numa “torre de babel”, com decisões calcadas muito mais no bom ou mau humor de quem manda do que na interpretação literal da defasada legislação. Curioso é que a “febre legiferante”, mui bem denunciada em editorial do Jornal O Globo, de 17/02/2008, não afetou a PMERJ. Muito ao contrário, a “maldita tradição” se impõe como obstáculo intransponível: não se muda lei alguma e a tropa segue sem norte ou sorte. Demais disso, a corporação nada faz nem para divulgar sua péssima legislação no seio da tropa, o que propiciaria a oportunidade de pressões para mudá-la. Fica tudo na base do diz-que-diz — vertical e horizontal —, em bizantinice aquartelada e lacrada a sete baionetas de Fuzil Ordinário fabricado em 1908. Sim, leis antiquadas, tão antiquadas e impróprias que deveriam estar guardadas em museu.


http://www.emirlarangeira.com.br/
Emir larangeira/ escritor-Cel.PM

Não cansamos de colocar outro texto do escritor Emir Larangeira que é a cara da PMERJ de hoje. Clique aqui e leia

6 comentários:

Anônimo disse...

TODO MUNDO CRITICA, PORÉM NA HORA DE FAZER ALGUMA COISA NÃO SE VÊ OS INCONFORMADOS EM NENHUMA PASSEATA. CRITICAR O GOVERNADOR É FÁCIL. DIFÍCIL É EXPLICAR PORQUE APESAR DE TÃO INCONFORMADOS, A POLÍCIA TEM TRABALHADO COMO NUNCA. É VERDADE. NUNCA SE VIU A POLÍCIA TRABALHANDO TANTO COMO AGORA. TODO DIA TEM UMA NOTÍCIA DE IMENSA QUANTIDADE DE ARMAS APREENDIDAS, DE SEQUESTROS EVITADOS, DE TRAFICANTES PRESOS E DE POLICIAIS MORTOS. ENQUANTO ISSO, O PRESTIGIO DO GOVERNADOR SÓ ESTÁ AUMENTANDO, VISTO QUE A POLÍCIA ESTÁ SE EMPENHANDO COMO NUNCA PRA REALIZAR A POLITICA DE SEGURANÇA QUE ELE DESEJA. PENSO QUE ESTÁ NA HORA DE UM POUCO DE VERGONHA NA CARA. SE NÃO NOS VALORIZARMOS QUEM NOS VALORIZARÁ? É HORA DE FINGIR QUE TRABALHA, ENQUANTO ELE FINGE QUE NOS PAGA. CHEGA DE HEROÍSMOS GRATUITOS. AFINAL NÓS TAMBÉM TEMOS FAMÍLIA. PESSOAS QUE DEPENDEM DE NÓS. HOJE MORREU O PRIMEIRO POLICIAL DA OBRA DO PAC LÁ NA ROCINHA. ATÉ O FINAL DAS OBRAS OUTROS MORRERÃO. E O GOVERNADOR VAI CONSOLIDANDO A SUA POSTURA DE MANDATÁRIO DE UMA POLITICA DE SEGURANÇA DE COMBATE. O QUE NÃO É DITO, É QUE O COMBATE É FEITO COM O PREÇO DAS NOSSAS VIDAS. E ISSO CUSTA MENOS DE R$30,00 POR DIA. E POR TRÁS DOS BASTIDORES, ELE VAI MANDANDO PRENDER O TENENTE, TRANSFERIR OS TENENTES DO QG QUE APOIARAM A MARCHA DEMOCRÁTICA, MANDANDO VIATURA VELHA PARA O INTERIOR, DANDO ADICIONAL APENAS PARA UMA PARTE DA TROPA, RIO CARD APENAS PARA OS DA ZONA SUL, DIMINUINDO O TEMPO DE PERMANÊNCIA DOS CORONÉIS, ESTENDENDO O EXPEDIENTE NAS UNIDADES, COLOCANDO A TROPA PRA TRABALHAR DE GRAÇA EM SHOWS, COLOCANDO DE SERVIÇO A TROPA NO SEGUNDO DIA DE FOLGA,ROUBANDO O DINHEIRO DO FUNDO DE SAÚDE,ETC. E A POLÍCIA CONTINUA METENDO A CARA PRA TOMAR TIRO PRA AGRADAR O GOVERNADORZINHO DE MERDA QUE TEM. É POR ESSAS E OUTRAS QUE TEM MESMO QUE GANHAR A MERDA DE SALÁRIO QUE GANHA. ENQUANTO NÃO TOMARMOS VERGONHA NA CARA E DIZERMOS UM BASTA PRA ESTA SITUAÇÃO, VAMOS TER QUE CONVIVER COM A VERGONHA DE SALÁRIO QUE GANHAMOS, SONHANDO SEM NUNCA PODER CONCRETIZAR O SONHO.

Anônimo disse...

MISTURA DE PRAÇA E OFICIAL É O REPP DA GERAL.

EU SÓ QUUUUUERO É SER FELIZZZZZZZZZ
RESGATAR A IMAGEM DA PM DO MEU RIO SIM.
E PODER ME ORGULHARRRRR.
QUE NA PM SÓ TEM HOMENS DE SE HONRAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA.

DIZ AI,
FORA CABRALLLLLLLLLLLLLLLLLLLL.


PARAPARAPARAPARAPPMM
PARAPARAPARAPARAPPMM
PAPARAPAPARAPAPAPPMM
PARAPAPAPARAPAPAPPMM
É HORA DA PM AGUARRRRTELAAAAAAAA
É HORA PPMM DE MORAL PARARRRR
SAI CABRAL, SAI PITTA, SAI SAI, SAI, SAI GERAL.
BELTRAME SAI CORRENDO VAI PARAR GERALLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL.

QUERO VER TUDO MUNDO SE UNIR GERAL.
SEM DIFERENÇA SE É PRAÇA OU OFICIAL.

É PM, É TUDO IGUAL.
VAMOS UNIR NO CORO DE FORA CABRAL.

FOFORA, FOFORA, FORA CABRALLLLLLL, BELTRAME E VOCE É TUDO IGUAL.

PINOQUIO E GEPETO JÁ TRAIU DE MAIS.
AGORA É A VEZ DOS HOMENS DE PAZ.
SAI CABRAL, SAI CABRAL, SAI DAI SAI DAI,
AGORA É A VEZ DOS PMS ASSUMIR.



VAMOS ORGANIZAR ESTE REPE PARA A CAMINHADA..
PRAÇA MILITAR
CIDADÃO BRASILEIRO PLENO

Anônimo disse...

MAIS UM POLICIAL MORTO!

No dia em que começaram as obras do PAC na Rocinha, um tiroteio entre policiais e traficantes deixou um PM morto e assustou os moradores da comunidade. No confronto, uma casa foi atingida por uma GRANADA e pegou fogo, mas ninguém ficou ferido.

O sargento João Luiz Nunes Rafero, de 41 anos, foi atingido por estilhaços e chegou a ser levado para o Hospital Miguel Couto, na Gávea, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

CADÊ OS DIREITOS HUMANOS?

Anônimo disse...

O nosso hospital está virando INPS. Cadê os deputados? Precisamos de uma administração baseada em aplicações de recursos direto. Tem que haver auditorias fiscais nos batalhões, acabar com o rancho, acabar com burrocrácia do uso, renovação do fuspom. Não adianta aumento de salários sem outras mudanças.

Fardamento.
Rancho.
Armamento.
Coletes.
O Convém dispensar em papeletas médicas. ( Se o Of. de dia estiver de mal Humor?)
poder reconhecer companheiras e dar a elas o direito ao FUSPOM.
e outras coisas

Anônimo disse...

Junto com as leis também deveriam estar no museu nossos oficiais, verdadeiros trogloditas homens de neandertal que adoram aplica-las aos praças!

Anônimo disse...

eu queria ser oficial , como não consigo eu os odeio.